segunda-feira, 21 de julho de 2014

GEORGES DUHAMEL

 
GEORGES DUHAMEL (pela boca de Salavin): "Se bem que sinta, ao dar uma esmola, uma áspera sensação de vergonha, entendo que se trata de uma prática elementar à qual me devo sujeitar. Esta repugnância, quero frisá-lo, não é avareza: sou pobre demais para ser avarento, mas, ao dar uma esmola, coloco-me no lugar daquele que a recebe, e odeio-me a mim próprio. Para simplificar, tinha tido a ideia de cumprir esta obrigação por vias indiretas, seja por correspondência, seja mandando ofertas anónimas às caixas de auxilio, seja deitando dinheiro na caixa de esmolas públicas. Clandestino alívio de males. Pois bem, não! Exatamente porque me custa a esmola direta, é que vou passar a dá-la."
 
Postado por Daniel Costa

1 comentário:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Se se quer dar esmolas que seja pelas vias diretas, mesmo que isso custe.
Beijos, Daniel,
Renata